A história do futebol brasileiro não pode ser contada sem reconhecer o protagonismo da população negra. Dos campos de várzea aos grandes estádios do mundo, foram homens e mulheres negras que ajudaram a transformar o futebol em símbolo da identidade brasileira, mesmo enfrentando racismo, exclusão e violência estrutural.
Os maiores esquadrões da história do Brasil foram construídos com o talento, a criatividade e a resistência de jogadores pretos e afrodescendentes. Pelé, Garrincha, Didi, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Marta, Formiga, Vinícius Júnior e tantos outros nomes carregam não apenas títulos, mas também a marca da luta contra o racismo dentro e fora dos gramados.
Ainda hoje, atletas negros seguem sendo alvo de ataques racistas em estádios, redes sociais e espaços institucionais. Enquanto o Brasil celebra gols, títulos e vitórias construídas majoritariamente por corpos negros, o racismo continua tentando desumanizar aqueles que fizeram do futebol brasileiro uma referência mundial.
Por isso, a Negritude Socialista Brasileira reafirma seu compromisso no enfrentamento ao racismo em todas as suas formas. Não existe democracia racial quando atletas negros seguem sendo atacados, criminalizados e desrespeitados.
A luta contra o racismo também acontece no esporte.
Valorizar a presença negra no futebol é reconhecer a contribuição histórica do povo preto para a cultura, para a identidade nacional e para a construção do Brasil.
Quando o Brasil entra em campo, o povo negro também entra.
E sem o povo negro, não existe futebol brasileiro.










