O Novembro Negro no Espírito Santo reafirmou a força, a inteligência coletiva e o protagonismo das mulheres negras que movimentam a luta por justiça racial em todo o país. A convite da vereadora Patrícia Crizanto, a Negritude Socialista Brasileira participou de um encontro marcado por afeto, reconhecimento e compromisso político — elementos centrais para a construção de um Brasil verdadeiramente democrático.
Na ocasião, Valneide Nascimento e a professora Meire Barbosa foram homenageadas como Personalidades do Ano, em reconhecimento às suas trajetórias e às agendas estratégicas que impulsionam no enfrentamento ao racismo e na defesa da vida do povo negro. O momento reafirmou o papel fundamental das mulheres negras na produção de pensamento, na formulação de políticas públicas e na disputa por narrativas que ampliam direitos e transformam realidades.
Em sua palestra, a professora Meire Barbosa trouxe reflexões profundas sobre empreendedorismo e autonomia econômica, apontando caminhos concretos para fortalecer a atuação e a independência financeira das mulheres negras. Suas palavras ecoaram como convite à ação: empreender também é construir dignidade, coletivo e futuro.
Já Valneide Nascimento provocou o público com a reflexão: “A negritude: onde queremos estar?”. Sua fala destacou a urgência de projetar futuros possíveis, ampliar nossa presença nos espaços de decisão e reafirmar a política como ferramenta de transformação social. Representatividade, projeto e ocupação foram os eixos que guiaram sua intervenção.
A atividade reuniu lideranças comprometidas com a agenda antirracista, como a vereadora Patrícia Crizanto e Gustavo, representante do Conselho Estadual de Juventude, que reforçaram a necessidade de fortalecer redes, conectar lutas e consolidar políticas que respondam à realidade da população negra.
O encontro simbolizou um Novembro Negro construído com pluralidade, potência e horizonte de futuro. Na NSB, seguimos em presença ativa: organizando, mobilizando e disputando o Brasil que sonhamos.
Porque a luta por justiça racial não é promessa — é prática cotidiana, é construção coletiva, é agora.










